ÁRABE
Altura: entre 1,47 e 1,57 metro
Uso: sela, corridas, saltos de obstáculos, lida do gado, lazer e shows
É a raça mais antiga do mundo e deu origem a todas as outras. Existem registros de sua existência na câmara mortuária de um faraó egípcio que viveu no século 20 a.C. Era um animal muito rústico, criado por beduínos que viviam na península Arábica. Serviu de montaria para famosos conquistadores, como Alexandre, o Grande, e Napoleão
APPALOOSA
Altura: entre 1,47 e 1,57 metro*
Uso: sela e esportes
O Appaloosa foi desenvolvido por índios nez percé, da América do Norte. Tem esse nome em função do rio Palouse, que cortava as terras onde a tribo vivia, no noroeste dos Estados Unidos. Usado em competições de corridas e saltos, ele tem manchas e pintas pelo corpo
QUARTO DE MILHA
Altura: entre 1,52 e 1,62 metro
Uso: sela, corridas, saltos de obstáculos e lida do gado
A raça surgiu a partir dos cavalos selvagens mustangues, trazidos para a América do Norte por colonizadores espanhóis no final do século 18. Sua grande performance como corredor de curta distância se deve à força muscular, que lhe permite arrancar com muita agilidade
ANDALUZ
Altura: cerca de 1,57 metro
Uso: sela, touradas, adestramento e shows
Em Portugal, também é chamado de Puro Sangue Lusitano e, na Espanha, de Raça Pura Espanhola. Típico do sul da península Ibérica, o Andaluz é o mais antigo cavalo de sela da civilização ocidental. Embora não seja muito veloz, é ágil e atlético
PERCHERON
Altura: entre 1,5 e 1,8 metro
Uso: sela, tração, competições de carruagem e desfiles comemorativos
Originário da região de Le Perche, no nordeste da França, é elegante, tem porte vigoroso e é o mais alto entre as principais raças. Ao mesmo tempo, é dócil e fácil de domar. Na França, existem duas versões: o Postier e o Trait (maior e mais forte)
PURO SANGUE INGLÊS
Altura: entre 1,62 e 1,67 metro
Uso: sela, corridas planas e esportes
Principal cavalo de corrida do mundo, o Puro Sangue Inglês (PSI) surgiu na Inglaterra, no final do século 17, após a importação de cavalos árabes. É a raça mais cara: um garanhão chamado Cigar chegou a ser avaliado em 4 milhões de dólares! É um cavalo corajoso e com bom vigor físico
LUSITANO
Altura: entre 1,52 e 1,62 metro
Uso: sela, touradas, adestramento e shows
Muito parecido com o Andaluz, ele é o preferido dos toureiros de Portugal. Nos últimos anos, conquistou admiradores mundo afora, inclusive no Brasil. Algumas das principais características do Lusitano são a bravura, a força, a robustez e a grande agilidade
Este blog tem o objetivo de mostrar a história dos cavalos e a importante contribuição que estes animais já deram e ainda dão para o desenvolvimento de muitas sociedades. Outro objetivo é exibir os benefícios que os cavalos podem trazer para as pessoas, destacar qual o tratamento mais adequado para os cavalos e quais são suas utilidades.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Quais são as principais raças de cavalo?
Árabe, Puro Sangue Inglês, Lusitano, Andaluz, Percheron, Quarto de Milha e Appaloosa são consideradas as principais raças de cavalo. "Elas são as mais numerosas, as que têm o maior número de criadores e também as mais versáteis. O Quarto de Milha é o mais veloz. Imbatível em provas curtas, ele atinge 80 km/h e faz 400 metros em apenas 20 segundos. Já o Puro Sangue Inglês é ideal para corridas de mil a 3 mil metros", diz o criador de Puro Sangue Inglês Nélson Bruno Cilla, gerente de marketing do Jockey Clube de São Paulo. Aqui no Brasil, outras duas raças têm lugar na lista dos principais cavalos: o Mangalarga e o Campolina, que surgiram no século 19, desenvolvidos por criadores nacionais. As diversas raças de cavalos existentes no mundo surgiram de acordo com o ambiente onde o animal se encontrava e também para satisfazer as necessidades do homem, que queria acentuar determinada característica do bicho, como força, velocidade, destreza, elegância etc. Alguns especialistas dividem as raças em quatro grandes grupos: pôneis (animais com menos de 1,44 metro), cavalos de sangue frio (eqüinos destinados a trabalhos pesados, como o Percheron), cavalos de sangue quente (todas as raças de sela e de desporto, como Appaloosa, Lusitana, Andaluz e Quarto de Milha) e cavalos de sangue muito quente (cuja característica principal é o temperamento altivo e orgulhoso do animal, como o Árabe e o Puro Sangue Inglês).
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
EQUOTERAPIA
A equoterapia emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolve novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima. A palavra equoterapia foi criada pela Associação Nacional de Desenvolvimento Equoterápico (Ande) para caracterizar todas as práticas que utilizem o cavalo como técnicas de equitação e atividades equestres, objetivando a reabilitação ou educação de pessoas com deficiência ou com necessidades especiais.
A atividade equoterápica se baseia em fundamentos técnico-científicos, somente podendo ser iniciada mediante parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. A Equoterápia deve ser desenvolvida por uma equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar, que envolva o maior número possível de áreas profissionais nos campos da saúde, educação e equitação.
As sessões de equoterapia podem ser realizadas em grupo, porém o planejamento e o acompanhamento devem ser individualizados. Para acompanhar a evolução do trabalho e avaliar os resultados obtidos, deve haver registros periódicos e sistemáticos das atividades desenvolvidas com os praticantes.
Áreas de aplicação da Equoterapia
Cada indivíduo com necessidade especial, tem o seu “perfil”, o que o torna único. Isto evidencia a necessidade de formular “programas personalizados”, que levem em consideração as exigências para aquele indivíduo, naquela determinada fase de seu processo evolutivo.
A equoterapia é aplicada por intermédio de programas específicos organizados de acordo com as necessidades e potencialidades do praticante, da finalidade do programa e dos objetivos a serem alcançados, com ênfases especificamente terapêuticas utilizando técnicas que visem a reabilitação física ou mental e com fins educacionais na aplicação de técnica psicopedagógicas, visando a integração ou reintegração sócio-familiar.
A atividade equoterápica se baseia em fundamentos técnico-científicos, somente podendo ser iniciada mediante parecer favorável em avaliação médica, psicológica e fisioterápica. A Equoterápia deve ser desenvolvida por uma equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar, que envolva o maior número possível de áreas profissionais nos campos da saúde, educação e equitação.
As sessões de equoterapia podem ser realizadas em grupo, porém o planejamento e o acompanhamento devem ser individualizados. Para acompanhar a evolução do trabalho e avaliar os resultados obtidos, deve haver registros periódicos e sistemáticos das atividades desenvolvidas com os praticantes.
Áreas de aplicação da Equoterapia
Cada indivíduo com necessidade especial, tem o seu “perfil”, o que o torna único. Isto evidencia a necessidade de formular “programas personalizados”, que levem em consideração as exigências para aquele indivíduo, naquela determinada fase de seu processo evolutivo.
A equoterapia é aplicada por intermédio de programas específicos organizados de acordo com as necessidades e potencialidades do praticante, da finalidade do programa e dos objetivos a serem alcançados, com ênfases especificamente terapêuticas utilizando técnicas que visem a reabilitação física ou mental e com fins educacionais na aplicação de técnica psicopedagógicas, visando a integração ou reintegração sócio-familiar.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
BREVE HISTÓRIA DO CAVALO
Durante o Eoceno, existiu, em quase todos os continentes, um animal do porte de uma raposa, o Eohippus. Com o correr dos séculos, ele foi sofrendo a ação da seleção natural, aumentando de tamanho até chegar ao Equus fossilis, o cavalo pré-histórico. Sua evolução pode ser muito bem acompanhada através dos fósseis encontrados, sendo que , na América, os primeiros foram encontrados em 1829. Mais tarde no Estado do Colorado, nos Estados Unidos, foi encontrado um grande depósito de fósseis de Eohippus, mais uma vez, documentado sua existência na América, de onde desapareceu no período quaternário.
Quando os espanhóis aportaram no novo mundo, os indígenas não conheciam o cavalo, portanto, a chegada dos primeiros reprodutores só ocorreu no século XVI, o que deu início a sua criação nesta parte do mundo.
Como um elo entre o cavalo pré-histórico e o atual, ainda vive o Equus Przewalski, animal de 1,10m de altura e muito semelhante ao cavalo pré histórico.
O cavalo foi domesticado nas estepes asiáticas entre os anos de 3.000 e 2.000 A.C. Por cruzamentos, mestiçagens, seleção e alimentação adequada, o homem conseguiu esse grande número de raças atuais, inclusive as brasileiras, adaptadas a diversos trabalhos. O esporte, praticado pelo homem, desde tempos imemoriais, tomou proporções muito maiores com a introdução do cavalo. As corridas de cavalos são antiqüíssimas, as primeiras organizadas em padrões mais atuais datam do ano de 1.200, na Inglaterra.
Com a introdução de reprodutores árabes e uma rigorosa seleção, surgiu o puro sangue de carreira, cuja origem remonta do século XII e que representa uma perfeição zootécnica. Nos dias de hoje, esta raça está espalhada por todo o mundo, é criada no Brasil onde atinge um elevado padrão, como vem sendo comprovado por grandes vitórias de cavalos brasileiros no exterior. Além das corridas, os cavalos são responsáveis pela existência do jogo de pólo e outras atividades consideradas esportivas.
Nos campos, o auxílio do cavalo é inestimável, como meio de transporte rural ou, ainda, como tração para arados. Como meio de transporte, mesmo no Brasil, em algumas regiões ele ainda é o único meio, devido a total ausência de estradas. Na tração, seu emprego é considerável, mesmo em países de alto nível industrial.
Não é possível falar em cavalo sem lembrar e destacar o seu papel nas guerras. Sua utilização em batalhas teve seu apogeu na idade média e nas cruzadas, quando os grandes cavalos europeus enfrentaram os leves e ágeis cavalos árabes dos muçulmanos. Modernamente, a cavalaria cedeu lugar à força motorizada mas nem sempre o cavalo pode ser substituído pelo tanque ou por qualquer outro veículo como, por exemplo, em regiões montanhosas.
A importância do cavalo nas ações de guerra pode ter diminuído com o desenvolvimento de veículos motorizados, mas mesmo os exércitos mais poderosos do mundo, como o americano ou o russo, ainda possuem um enorme contingente de cavalaria.
Para utilização civil, o cavalo se destaca nas atividades esportivas e como uma atividade pecuária de criação, que movimenta centenas de milhões de dólares por ano em negócios e leilões milionários, em todo o mundo.
Quando os espanhóis aportaram no novo mundo, os indígenas não conheciam o cavalo, portanto, a chegada dos primeiros reprodutores só ocorreu no século XVI, o que deu início a sua criação nesta parte do mundo.
Como um elo entre o cavalo pré-histórico e o atual, ainda vive o Equus Przewalski, animal de 1,10m de altura e muito semelhante ao cavalo pré histórico.
O cavalo foi domesticado nas estepes asiáticas entre os anos de 3.000 e 2.000 A.C. Por cruzamentos, mestiçagens, seleção e alimentação adequada, o homem conseguiu esse grande número de raças atuais, inclusive as brasileiras, adaptadas a diversos trabalhos. O esporte, praticado pelo homem, desde tempos imemoriais, tomou proporções muito maiores com a introdução do cavalo. As corridas de cavalos são antiqüíssimas, as primeiras organizadas em padrões mais atuais datam do ano de 1.200, na Inglaterra.
Com a introdução de reprodutores árabes e uma rigorosa seleção, surgiu o puro sangue de carreira, cuja origem remonta do século XII e que representa uma perfeição zootécnica. Nos dias de hoje, esta raça está espalhada por todo o mundo, é criada no Brasil onde atinge um elevado padrão, como vem sendo comprovado por grandes vitórias de cavalos brasileiros no exterior. Além das corridas, os cavalos são responsáveis pela existência do jogo de pólo e outras atividades consideradas esportivas.
Nos campos, o auxílio do cavalo é inestimável, como meio de transporte rural ou, ainda, como tração para arados. Como meio de transporte, mesmo no Brasil, em algumas regiões ele ainda é o único meio, devido a total ausência de estradas. Na tração, seu emprego é considerável, mesmo em países de alto nível industrial.
Não é possível falar em cavalo sem lembrar e destacar o seu papel nas guerras. Sua utilização em batalhas teve seu apogeu na idade média e nas cruzadas, quando os grandes cavalos europeus enfrentaram os leves e ágeis cavalos árabes dos muçulmanos. Modernamente, a cavalaria cedeu lugar à força motorizada mas nem sempre o cavalo pode ser substituído pelo tanque ou por qualquer outro veículo como, por exemplo, em regiões montanhosas.
A importância do cavalo nas ações de guerra pode ter diminuído com o desenvolvimento de veículos motorizados, mas mesmo os exércitos mais poderosos do mundo, como o americano ou o russo, ainda possuem um enorme contingente de cavalaria.
Para utilização civil, o cavalo se destaca nas atividades esportivas e como uma atividade pecuária de criação, que movimenta centenas de milhões de dólares por ano em negócios e leilões milionários, em todo o mundo.
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